domingo, 1 de fevereiro de 2009

Fim de férias

Sou hoje reflexo
Onde o que menos espera
Mais age do que pensa.
Carrega-me lúcido dia onde sorrir basta.

Antes de chorar
Achei que havia culpa ;
Vi justa lágrima sem dor
Sendo 
moldura de sol negro
Longe quase covarde
Dos anjos toda mímica.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

E lá vem mais um novo tempo

Sol que dança lento quente e próspero
Passado que se estilhaça em cacos de poesia
Meus pés com vontade de chutar a bunda de alguém

domingo, 18 de janeiro de 2009

Hora cebolas...

Hoje fui ao mercado
Encontrei o Aires...
Tava com aquele seu ar maquiavélico e elegante feito um mago de verdade.

Perguntei-lhe sobre a noitada sarau  da semana passada,
O que restara...

Meio indiferente, escolhendo umas cebolas disse:
_Quase nada, ultimamente tudo vai tão rápido!
Olhe pra nós, não passamos de cebolas...
uma casquinha fina, que se rompida, faz logo alguém chorar!
Solapando as boas maneiras, quase gritei:
_Mas não é possível!
Como pode! você esquecer ...
Foi uma de nossas melhores letras de todos os tempos...
Aquela era simplesmente o melhor retrato das conexões ocultas,
Os sete níveis de consciência nunca foram tão bem descritos,
Pois não é que o cara vira pra mim e fala:
Cebolas... eram apenas cebolas....

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

As galáxias são balões no parque

Quase morto, quase vivo, quase gente, quase bicho.
Meio calmo, meio bravo, meio errado, tudo certo.
Todo mundo quer saber, poucos sabem ensinar;
Nós que vamos morrer, enterramos nossos mortos.

Os elementos se combinam, se evitam, se aniquilam,
As canções vem e vão, e os poetas sentem dor!
A um passo de mim mesmo, a um abismo de meus amigos...
Quase sinto Amor por Deus, Amor de máquina!

Meu sorriso sangra, minha ferida ri;
Moro tranquilo entre meus símbolos,
Minha querida família de irmãos gêmeos...

Gosto de pensar sobre o que não sabem
Meus desavergonhados cinco sentidos,
É lá que sou, tu e o mundo.

Na cola do vento

todomundomaisvelhoaomeuredor
eucadavezmaisdoidoefranco
procurandoagataquedancedistraída
sobrealinhaqueseparaodiaeanoite
aloucuraeoprazer
ohomemeoanimal
odiaeapoesia
oqueémeudoseu
alfaeômega
dóedó#.

O cigarro

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Vem cá...

Rí din-din era meu vampirinho predileto,
No tempo gás gotas e pedras de alma homem
Não faziam a menor diferença pra São Pedro
O que importava era a chavada que o cabra tomava,

E ria-se todo Rí din-din, safo como ninguém.
Perante a inquisição poética moderna,
Quanto mais rica a paleta de vermelhosangue,
Mais caretas de riso Rí din-din vertia...

Veio tempo que log, freud e quark,se foram!
Ninguém sabe nem soube ...só gente só;
Sem mover nem um musculinho facial:

Não tinha mais sangue pra nós vampifuks
Esnobados por sei lá quem lâma e brâma,
Que sismou e fez a vida tinta sob véu.