domingo, 27 de março de 2016

O Sabá do sofista

A memória do meu corpo me leva
Pelas ondas da  internet a sítios imaginários.
Voyeur de mim?
Sim,
Por vaidade, carência ou perversão.

Da rocha ígnea e fluida por dentro, no entanto fria e quase imóvel por fora,
Do meu rosto, exalam desejos quase ocultos das fisionomias.

De que adianta escalpelar o rei dos mendigos
Ou sondar as rugas do coração do invisível?
Do espelho saem braços que buscam outra pessoa através de mim.
E saí? Me gosto como a um cão.

A criança apaixonada
Saboreou instantes rabiscando-se no rosto ao espelho.
De sobremesa, figuras em mármore e fogo e bronze,
Amigos raros daqueles  tempos de lá,
Tempos onde ética estética mercado finanças sobrevivência  e gula Eram menos pecados e virtudes que possibilidades do passado.

Holá seu bando de camisas de times de futebol ao varal, pessoas pela rua!   pleno vai o sol da manhã!

Que passa na mente dos pássaros?
Cordões de bandeirolas de papel ceda?
Receitas ancestrais amarradas à medula?
Moral de bando?
Antepassados  mortos, mais presentes que os vivos...
E eles, os pássaros, nem dão por isso.
Alguém sempre acaba  descobrindo o esconderijo da chave.
Mais cedo ou mais tarde topamos com um nosso inspetor desconhecido.
Diálogos internos após o sexo,
Porta entre passado futuro, novos tempos e costumes,
Passagem intermitente para dentro e para fora do ventre onde somos feto e gestante.
.
Nem todos são vítimas dominantes dos dominados.
Muitos por vocação prosseguem a caminho,
E podem apreender o coito entre o tempo e o espaço.
De quebra ainda nas horas de folga riem.

... não tenha pressa êxtase!

Nômade aculturável em tribo estranha,
Ideia-pessoa andarilha, passageira motorista,

Que arquiteta irá remodular minhas mobílias-memórias?
Quem virá vertê-las em tocaia de prazer?
Vamos marcar o baile de sábado ou quarta das almas alforriadas?
Colecionemos traquinagens de cães filhotes.
Troquemos nossos niqueis de moral no mercado de arte por frutas suculentas,
Dê um exemplo improvável qualquer.
As pessoas suspeitam demais de si nesse teatro
Palco inconcebivelmente gigante, chamado hora do banho
Atores cantores  malabaristas montados em lombo alheio,
Percussionistas de corpos e mercadores de vaidades e expectativas de festa.
Para tudo
kiss:

Keep
It
Simple
Stupid














quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Espantalhos...

Os corvos já não temem o espantalho,
Os ratos andan por seu braços de capim.
Por mais que o vento mude ele está imóvel,
Condenado por seu criador.

Os mendigos não causam comoção,
Fingem estar onde querem.
Falta-lhes coragem?
São dependentes de quê?
São animais ?
São gente?
Como serão por dentro?
Por fora meros espantalhos de gente.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

No princípio?

No princípio era o verbo?
Não!
No princípio era o silêncio e o olhar

Onde moram todas as melodias,
Todas as perversões
E caos prenhe de homens livres.

Estão todos os timbres de corações

De si caçadores