Onde estão vocês seus filhos da peste?
Meus velhos companheiros incendiários,
Dinamitadores da própria reputação,
Altivos andarilhos noturnos,
Gatunos da moral burguesa,
Chamo por vocês nesse momento extremo,
Quando a vida tornou-se pacífica, medíocre e próspera,
Vergonhosa e humilhante perante a gloria de nossa irônica história
Pra onde foi aquela poesia que vinha dos órgãos sexuais e assemelhados?
Que fluía pelos poros exponencialmente proporcional
Ao vinho, às horas fruídas sem culpa ao sereno, às regras quebradas,
Às melodias vertidas ao léu a esmo.
Sempre aos beijos com a loucura,
Cavalgando a vida aos galopes,
Em promíscua interatividade com todas as cores do subconsciente.
Em vão chamo por vocês,
Nossas vitórias esculpidas em fumaça e álcool no astral noturno da cidade.
Nossa única derrota foi dormir!
Essa nossa borbulhante vitória:
Sermos passageiros degustadores de uma saúde homericamente febril.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Sobre mães e filhos
Temes algo garimpeiro?
Sabes que és filho da terra?
E que ela jamais abandona um filho seu?
Cuidado porém, garimpeiro,
Lembra-te que és irmão das águas, das plantas e dos animais.
Não os ofendas, pois mães castigam de forma dura,
Os filhos que transformam em pedra seus corações.
Sabes que és filho da terra?
E que ela jamais abandona um filho seu?
Cuidado porém, garimpeiro,
Lembra-te que és irmão das águas, das plantas e dos animais.
Não os ofendas, pois mães castigam de forma dura,
Os filhos que transformam em pedra seus corações.
Escritos de caminhada
Somos os arquitetos e os engenheiros,
Os pedreiros, e os serventes,
a areia e o cimento,
Somos a casa e os moradores
O jardim e o quintal,
Enfim somos a rua
Por que passamos
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