Em vez de cavalos, camionetes e pick-ups,
No lugar de armas, maços de dinheiro,
Aqui onde se garimpam cristais,
Os cowboys são chineses de coração de pedra,
Suas almas minguaram, só há lucro e ganância.
Onde há bons garimpos, lá estão eles,
E seus cães brasileiros, a serviço da usura oriental.
E lá também estão os garimpeiros,
Fortes como aço, burros como tatus.
Enquanto houver cavalo, São Jorge não anda a pé.
É assim desde que o mundo é mundo.
Quem nasceu pra boi não chega a guia.
Está sendo muito difícil girar com essa insanidade.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Solapas, solapas e o edifício continua em pé
Vi aliens numa fila de cinema,
Nada faz sentido.
Assisti a um farwest,
Minha vida sem sentido.
Não assisti ao filme de zumbis,
Encontro alguns pela rua.
Abandonei meu trabalho,
Fui ao encontro do novo dia.
Fui ao encontro do novo dia.
Olhei pro céu negro pontilhado de estrelas,
Esqueci minha fala sem gesto nesse teatro.
Pessoas de fel cruzam meu caminho,
posso amaldiçoar carrapatos e maldizer víboras.
Viver a amolar punhais,
Tocaias virtuais.
O que há por traz de péssimas canções?
Alma atormentada,
Como dentro das armas,
Almas lisas ou raiadas
Almas lisas ou raiadas
Quase nada
Zombei da morte a vida inteira.
Sátiro bêbado a perseguir ninfas,
Fauno abandonado,
Absolutamente descrente na humanidade.
Buscador da arte dos loucos.
Tantos livros, tantas palavras,.
E mal consigo falar.
Tantas leis, tantas armas,
E não nos fazemos respeitar.
Tantas pontes, prisões, universidades e museus
E fatalmente morremos mal entendidos.
Ultimamente só beijo em despedidas.
Abraços apenas aos companheiros de delito,
Vizinhos de cela, colegas no refeitório do presídio.
O que iguala a todos vocês do mundo ai fora.
É sua vestimenta de sanatório.
Decifro dia a dia meu labirinto,
De dentro pra fora,
Em pouco tempo estarei só e em paz.
Enquanto durar esse dia.
Enquanto houver guerreiros inimigos em minha sala de estar, ( a tarde vai plena)
Estarei aqui fazendo barulho por quase nada.
Sátiro bêbado a perseguir ninfas,
Fauno abandonado,
Absolutamente descrente na humanidade.
Buscador da arte dos loucos.
Tantos livros, tantas palavras,.
E mal consigo falar.
Tantas leis, tantas armas,
E não nos fazemos respeitar.
Tantas pontes, prisões, universidades e museus
E fatalmente morremos mal entendidos.
Ultimamente só beijo em despedidas.
Abraços apenas aos companheiros de delito,
Vizinhos de cela, colegas no refeitório do presídio.
O que iguala a todos vocês do mundo ai fora.
É sua vestimenta de sanatório.
Decifro dia a dia meu labirinto,
De dentro pra fora,
Em pouco tempo estarei só e em paz.
Enquanto durar esse dia.
Enquanto houver guerreiros inimigos em minha sala de estar, ( a tarde vai plena)
Estarei aqui fazendo barulho por quase nada.
Ego
Não posso pensar em desgraças o tempo todo.
Nem me condoer com todos os infortunados do caminho.
Não vou me obcecar por todos os riscos da vida.
Querer uma explicação para tudo, e fazer o quê com ela?
Louvá-la até que apareça outra mais bela? Uma mulher?
Sonho que mudei o mundo,
Acordo e encontro tudo como estava.
Me guio pelo silêncio que as ideias fazem durante o parto.
Busco sem dar por isso a descoberta.
Justo eu que por um triz fui artista fiel,
Logo eu, cão deitado ao pé de mim mesmo.
Nem me condoer com todos os infortunados do caminho.
Não vou me obcecar por todos os riscos da vida.
Querer uma explicação para tudo, e fazer o quê com ela?
Louvá-la até que apareça outra mais bela? Uma mulher?
Sonho que mudei o mundo,
Acordo e encontro tudo como estava.
Me guio pelo silêncio que as ideias fazem durante o parto.
Busco sem dar por isso a descoberta.
Justo eu que por um triz fui artista fiel,
Logo eu, cão deitado ao pé de mim mesmo.
Louloucura
O louco encontra a louca
Dentro de si trazem tesouros,
Amor à vida e culpa pouca,
E coragem e força de cem touros.
Quando o orgasmo da louca espouca,
Treme o louco fogoso potro,
E geme a louca lânguida potra
Flutuam os dois num universo outro.
Cavalgam colinas imaginárias
Onde lençóis são fina relva
À parte o dominó de carícias várias.
As pelves se roçam, e vêm e vão.
Entre sonos e gosos a vida dispara,
Cavaleiro e potranca, amazona e alazão.
Dentro de si trazem tesouros,
Amor à vida e culpa pouca,
E coragem e força de cem touros.
Quando o orgasmo da louca espouca,
Treme o louco fogoso potro,
E geme a louca lânguida potra
Flutuam os dois num universo outro.
Cavalgam colinas imaginárias
Onde lençóis são fina relva
À parte o dominó de carícias várias.
As pelves se roçam, e vêm e vão.
Entre sonos e gosos a vida dispara,
Cavaleiro e potranca, amazona e alazão.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
A noite passada
A noite passada me pegou no colo,
Não como quem ama o que pega,
Mas como uma maldita mãe adolescente,
E sua estúpida raiva de criança mal humorada.
A noite passada me jogou de um pesadelo a outro
Do sono à lucidez, na solidão de quem flutua imóvel
Por sobre abismos internos, infinitos,
De onde se percebe a lentidão da luz pelo cosmo
Não como quem ama o que pega,
Mas como uma maldita mãe adolescente,
E sua estúpida raiva de criança mal humorada.
A noite passada me jogou de um pesadelo a outro
Do sono à lucidez, na solidão de quem flutua imóvel
Por sobre abismos internos, infinitos,
De onde se percebe a lentidão da luz pelo cosmo
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