segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Sem ágora

Diógenes o cão, fatidicamente meu irmão.
Como tu, busco por alguém digno.
É inútil, lágrimas sobre a areia,
Soluços de chama ao sol.

Eu poeta sem aptidão para a mendicância, como tu,
Um Sócrates bêbado a pedir esmolas às estátuas,
Habituando-me à invisibilidade, a não ser percebido,

Sendo lido por estátuas com olhos vazados,
Repreendendo-me a todo momento,
Por me recusar a ficar de joelhos,
Tomando minha cicuta,
Em pé ao sol nascente

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