quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sinto tanto...

Onde estão vocês seus filhos da peste?
Meus velhos companheiros incendiários,
Dinamitadores da própria reputação,
Altivos andarilhos noturnos,
Gatunos da moral burguesa,
Chamo por vocês nesse momento extremo,
Quando a vida tornou-se pacífica, medíocre e próspera,
Vergonhosa e humilhante perante a gloria de nossa irônica história
Pra onde foi aquela poesia que vinha dos órgãos sexuais e assemelhados?
Que fluía pelos poros exponencialmente proporcional
Ao vinho, às horas fruídas sem culpa ao sereno, às regras quebradas,
Às melodias vertidas ao léu a esmo.
Sempre aos beijos com a loucura,
Cavalgando a vida aos galopes,
Em promíscua interatividade com todas as cores do subconsciente.
Em vão chamo por vocês,
Nossas vitórias esculpidas em fumaça e álcool no astral noturno da cidade.
Nossa única derrota foi dormir!
Essa nossa borbulhante vitória:
Sermos passageiros degustadores de uma saúde homericamente febril.


 


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