Onde estão vocês seus filhos da peste?
Meus velhos companheiros incendiários,
Dinamitadores da própria reputação,
Altivos andarilhos noturnos,
Gatunos da moral burguesa,
Chamo por vocês nesse momento extremo,
Quando a vida tornou-se pacífica, medíocre e próspera,
Vergonhosa e humilhante perante a gloria de nossa irônica história
Pra onde foi aquela poesia que vinha dos órgãos sexuais e assemelhados?
Que fluía pelos poros exponencialmente proporcional
Ao vinho, às horas fruídas sem culpa ao sereno, às regras quebradas,
Às melodias vertidas ao léu a esmo.
Sempre aos beijos com a loucura,
Cavalgando a vida aos galopes,
Em promíscua interatividade com todas as cores do subconsciente.
Em vão chamo por vocês,
Nossas vitórias esculpidas em fumaça e álcool no astral noturno da cidade.
Nossa única derrota foi dormir!
Essa nossa borbulhante vitória:
Sermos passageiros degustadores de uma saúde homericamente febril.
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