quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Quase nada

Zombei da morte a vida inteira.
Sátiro bêbado a perseguir ninfas,
Fauno abandonado,
Absolutamente descrente na humanidade.
Buscador da arte dos loucos.

Tantos livros, tantas palavras,.
E mal consigo falar.

Tantas leis, tantas armas,
E não nos fazemos respeitar.

Tantas pontes, prisões,  universidades e museus
 E fatalmente morremos mal entendidos.

Ultimamente só beijo em despedidas.
Abraços apenas aos companheiros de delito,
Vizinhos de cela, colegas no refeitório do presídio.

O que iguala a todos vocês do mundo  ai fora.
É sua vestimenta de sanatório.

Decifro dia a dia meu labirinto,
De dentro pra fora,
Em pouco tempo estarei só e em paz.
Enquanto durar esse dia.

Enquanto houver guerreiros inimigos em minha sala de estar, ( a tarde vai plena)
Estarei aqui fazendo barulho por quase nada.

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